SUA CONTRIBUIÇÃO MENSAL AJUDA A COMUNIDADE A PAGAR SUAS DESPESAS.
29 de mai. de 2014
27 de mai. de 2014
AVISOS DO DIA 25/05/2014
Bom dia minhas irmãs e meus irmãos ! Segue os nossos avisos da semana:
- Dia 29/05 (5ªf) - Multirão de limpeza na igreja. Horário 08:30 às 12hs.
Por favor, vamos preparar a nossa igreja para receber D. Orani e os padres.
- Dia 29/05 (5ªf) - A Pastoral da Sobriedade convida a todos para a palestra " Os males do tabagismo" às 19;30 hs.
- Dia 30/05 (6ªf) - Missa presidida por D.Orani e celebrada pelos sacerdotes da 4ª,5ª e 6ª foranias.
- Dia 01/06 (domingo) - Coroação de Nossa Senhora pelas crianças da catequese, às 9hs.
- Dia 04/06 (4ªf) - Reunião CPP às 19:30hs, será na outra 4ª f.
- Dia 07/06 (sábado) - Vem ai? Vigília de Pentecostes. Inicio às 21hs com a missa final às 05:30.
- O seminário São José pede a ajuda para os seminaristas com: Farinha de trigo, milho e ervilha.
- Romaria arquidiocesana para Aparecida do Norte. Informações com Claudia, Eremita ou Jurema. Valor R$ 80,00.
- Tapete de Corpus Christi : 1,50 de comprimento e 1,20 de largura.
" Anunciai com gritos de alegria, proclamai
até os extremos da terra: o Senhor libertou
o seu povo, aleluia!" (Cf. Is 48,20)
Que tenham todos uma ótima e abençoada semana.
- Dia 29/05 (5ªf) - Multirão de limpeza na igreja. Horário 08:30 às 12hs.
Por favor, vamos preparar a nossa igreja para receber D. Orani e os padres.
- Dia 29/05 (5ªf) - A Pastoral da Sobriedade convida a todos para a palestra " Os males do tabagismo" às 19;30 hs.
- Dia 30/05 (6ªf) - Missa presidida por D.Orani e celebrada pelos sacerdotes da 4ª,5ª e 6ª foranias.
- Dia 01/06 (domingo) - Coroação de Nossa Senhora pelas crianças da catequese, às 9hs.
- Dia 04/06 (4ªf) - Reunião CPP às 19:30hs, será na outra 4ª f.
- Dia 07/06 (sábado) - Vem ai? Vigília de Pentecostes. Inicio às 21hs com a missa final às 05:30.
- O seminário São José pede a ajuda para os seminaristas com: Farinha de trigo, milho e ervilha.
- Romaria arquidiocesana para Aparecida do Norte. Informações com Claudia, Eremita ou Jurema. Valor R$ 80,00.
- Tapete de Corpus Christi : 1,50 de comprimento e 1,20 de largura.
" Anunciai com gritos de alegria, proclamai
até os extremos da terra: o Senhor libertou
o seu povo, aleluia!" (Cf. Is 48,20)
Que tenham todos uma ótima e abençoada semana.
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PELODIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
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MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O XLVIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
PARA O XLVIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
«Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro»
[Domingo, 1 de Junho de 2014]
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada
vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil
fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das
tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos
sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia,
dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A
nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos
mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar
pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos
passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a
tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de
exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os
quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo,
infelizmente, religiosas.
Neste mundo, os mass-media podem ajudar a
sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um
renovado sentido de unidade da família humana, que impele à
solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa
comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre
nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados,
se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos
de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos
permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro
requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de
outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos
nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos
sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.
No entanto, existem aspectos problemáticos: a
velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e
discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correcta de si
mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza,
mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que
correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a
determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de
comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário,
desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar
do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a
pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de
comunicação social corre o risco de ser excluído.
Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media;
antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma
conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no
ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão
recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e
calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar.
Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender
aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a
si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é
verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de
escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes
e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias
culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os
grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão
do ser humano como pessoa, o matrimónio e a família, a distinção entre
esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e
subsidiariedade, entre outros.
Então, como pode a comunicação estar ao serviço
de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor
– que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é
possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser
verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela
que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é
o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a
compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos
traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de
comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais?
Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma
parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o
bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra
quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se
trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha
capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar
significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus.
Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade».
Quando a comunicação tem como fim predominante
induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante
uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos
assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele
homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho
de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados
pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.
Não basta circular pelas «estradas» digitais,
isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja
acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos,
fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de
ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a
bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media
não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a
exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade:
não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media
é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica
colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria
raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho
cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais.
Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma
Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de
auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo
de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que
as podemos, efectiva e afectivamente, alcançar. Entre estas estradas
estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes
ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança.
Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do
mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também
abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem,
independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que
o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de
todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos.
Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A
comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a
Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta
vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo.
Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga
levar calor, inflamar o coração.
O testemunho cristão não se faz com o bombardeio
de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros
«através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com
respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da
verdade e do sentido da existência humana (Bento XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais,
2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se
inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender
os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto
é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos
libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à
vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de
que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de
vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias
ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas.
Possa servir-nos de guia o ícone do bom
samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas
azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e
vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade não derive de truques ou
efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura,
de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos
fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a
presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de
hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de
estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos
meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante
desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para
transmitir aos outros a beleza de Deus.
Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.
Franciscus
© Copyright - Libreria Editrice Vaticana
20 de mai. de 2014
Avisos da Seman de 17 a 24 de maio de 2014:
Seguem nossos avisos da semana:
*Dia 21/05 (4ª feira) - Reunião para os coordenadores de Círculos Bíblicos, às 17 h.
*Dia 24/05 (sábado) - Coroação de Nossa Senhora às 18 h na Paraça 12.
*Dia 25/05 (domingo) - Coroação de Nossa Senhora com as crianças da catequese às 9 h.
*Dia 29/05 (5ª feira) - A Pastoral da Sobriedade convida a todos para a palestra "Os males do Tabagismo" às 19:30.
*Dia 30/05 (6ª feira) - Convidamos a todos os paroquianos para participar da Missa com Dom Orani às 8 h.
*Dia 07/06 (sábado) - Acontecerá a Vígilia de Pentecostes com início às 21 h .
*O Seminário São José pede ajuda para os seminaristas doando: farinha de trigo, milho e ervilha.
*A Romaria Arquidocesana para Aparecida do Norte será no dia 29 de agosto. Informações com Claudia, Eremita e Jurema.
*Caravana para a Canção Nova nos dias 12 a 14 de setembro, procurar Claudio.
*Atenção pastorais e movimentos, as medidas do Tapete de Corpus Christi: 1,50 de comprimento e 1,20 de largura.
*A Pastoral Familiar Informa que o EPVM (antigo Curso de Noivos) acontecerá nos dias 06, 20 e 27 de julho de 7h às 13h. Informações na secretaria paroquial ou com a Pastoral.
**Tenham todos uma abençoada semana!**
*Dia 21/05 (4ª feira) - Reunião para os coordenadores de Círculos Bíblicos, às 17 h.
*Dia 24/05 (sábado) - Coroação de Nossa Senhora às 18 h na Paraça 12.
*Dia 25/05 (domingo) - Coroação de Nossa Senhora com as crianças da catequese às 9 h.
*Dia 29/05 (5ª feira) - A Pastoral da Sobriedade convida a todos para a palestra "Os males do Tabagismo" às 19:30.
*Dia 30/05 (6ª feira) - Convidamos a todos os paroquianos para participar da Missa com Dom Orani às 8 h.
*Dia 07/06 (sábado) - Acontecerá a Vígilia de Pentecostes com início às 21 h .
*O Seminário São José pede ajuda para os seminaristas doando: farinha de trigo, milho e ervilha.
*A Romaria Arquidocesana para Aparecida do Norte será no dia 29 de agosto. Informações com Claudia, Eremita e Jurema.
*Caravana para a Canção Nova nos dias 12 a 14 de setembro, procurar Claudio.
*Atenção pastorais e movimentos, as medidas do Tapete de Corpus Christi: 1,50 de comprimento e 1,20 de largura.
*A Pastoral Familiar Informa que o EPVM (antigo Curso de Noivos) acontecerá nos dias 06, 20 e 27 de julho de 7h às 13h. Informações na secretaria paroquial ou com a Pastoral.
**Tenham todos uma abençoada semana!**
9 de mai. de 2014
4 de mai. de 2014
AVISOS DE 4 A 10 DE MAIO DE 2014
Segue os nossos avisos da semana :
- Dia 13/05 Missa no setor NSª de Fatima às 19hs no sesquicentenário.
- Dia 14/05 Missa no setor Bom Pastor às 19 hs, rua Dante 171.
- Quem desejar contribuir para a lista do Rodrigo procurar D. Ruidalva.
- Todos os sábados do mês de maio o Terço de Nsª Senhora na Praça XII, às 18 hs.
- O seminário São José pede ajuda para os seminaristas com : achocolatado, azeite e biscoito.
- Romaria Arquidiocesana para Aparecida do Norte. Informações com : Claudia, Eremita e Jurema.
- Caravana Canção Nova 12/09 a 14/09. Procurar Cláudio ( Pastoral da Sobriedade).
- Dia 13/05 Missa no setor NSª de Fatima às 19hs no sesquicentenário.
- Dia 14/05 Missa no setor Bom Pastor às 19 hs, rua Dante 171.
- Quem desejar contribuir para a lista do Rodrigo procurar D. Ruidalva.
- Todos os sábados do mês de maio o Terço de Nsª Senhora na Praça XII, às 18 hs.
- O seminário São José pede ajuda para os seminaristas com : achocolatado, azeite e biscoito.
- Romaria Arquidiocesana para Aparecida do Norte. Informações com : Claudia, Eremita e Jurema.
- Caravana Canção Nova 12/09 a 14/09. Procurar Cláudio ( Pastoral da Sobriedade).
10 de abr. de 2014
AUTO DA PAIXÃO 2014
A Paróquia São Sebastião de P. de Lucas junto com o Grupo Teatral Neo Íkaros, convidam você e sua família para assistir ao Auto da Paixão 2014.
Entenda a Paixão de Cristo refletindo sobre o Santo Sacrifício da Missa.
"Seria mais fácil a Terra existir sem o sol do que sem a santa Missa!" (Padre Pio de Pietrelcina)
Entenda a Paixão de Cristo refletindo sobre o Santo Sacrifício da Missa.
"Seria mais fácil a Terra existir sem o sol do que sem a santa Missa!" (Padre Pio de Pietrelcina)
3 de abr. de 2014
Carta Pastoral do Cardeal Orani João Tempesta
Carta Pastoral do Cardeal Orani João Tempesta
Aos irmãos e irmãs no Deus que a todos ama,
Aos sacerdotes, diáconos e consagrados,
Aos irmãos bispos auxiliares,
que tanto auxiliam na minha missão na Arquidiocese do Rio de Janeiro
1. O amor de Deus é fonte de alegria, união e paz! O amor a Deus é fonte de serviço, reconciliação e fraternidade!
2. É com esta certeza que me dirijo a cada irmão e irmã cujas vidas, de algum modo, estão ligadas ao Rio de Janeiro, cidade que me adotou e cidade que eu acolhi como grande presente de Deus em minha vida. Não distingo ninguém. Dirijo-me aos que aqui residem, aos que passam por esta cidade buscando levar adiante a aventura da vida, aos que aqui se alegram e aos que, no chão desta cidade maravilhosa, deixam também um pouco de suas lágrimas. Somos todos irmãos.
3. Cheguei ao Rio de Janeiro em 2009. Ao chegar, manifestei o desejo de que os cariocas tomassem posse de mim e, nestes cinco anos, foi isso que a graça de Deus permitiu acontecer. Em visitas, encontros, celebrações e mesmo na rapidez de uma simples saudação, venho aprendendo a descobrir o mistério de Deus tão presente entre nós. Por isso, agradeço pela acolhida, a compreensão, o carinho, o sorriso, o suor enxugado, as portas sempre abertas e as orações. O que eu seria sem tudo isso?
4. Em cada gesto destes, vejo a presença de Deus. Sou um homem de Deus, sou um homem para Deus, sou um homem com Deus. Não sei viver diferente. Nunca soube! Rezo e peço suas orações para que incessantemente eu continue a amadurecer em mim esta certeza e, enquanto Deus assim quiser, possamos, nós todos, caminhar juntos, unidos, rumo Àquele que nos amou primeiro (1 Jo 4,19).
Um tempo de profundas transformações
5. Em nossos dias, tudo se transforma rapidamente. Sentimos na pele a velocidade que carimba tudo como ultrapassado. Por certo, o avanço tecnológico nos conduz à substituição de objetos por outros mais atualizados. Bendigo a Deus por estes avanços e pelos benefícios que eles trazem, especialmente na superação das mazelas humanas. Preocupo-me, no entanto, com a mentalidade de que também pessoas e convicções sejam levadas na mesma avalanche do descartável. Somos todos filhos e filhas do mesmo Pai, que a todos ama indistintamente, sem descartar quem quer que seja, em especial os mais fracos, os mais frágeis.
6. Reconhecer estas transformações e seus efeitos não é, como talvez alguém chegue a pensar, saudosismo, desejo de voltar a um tempo que já se foi. Ao contrário, precisamos assumir nosso tempo, com seus desafios, pois o nosso tempo é o tempo em que Deus nos colocou. O nosso tempo é, portanto, hoje! É no aqui e agora de nossas existências que somos chamados a discernir o que devemos fazer para que as descobertas das ciências e todos os demais avanços não conduzam à desumanização, ao enfraquecimento da fraternidade e da solidariedade e ao distanciamento da dor alheia. Precisamos envolver esta realidade tão desafiadora com o coração do Evangelho: o amor, a fraternidade, a solidariedade, a concórdia e a caridade.
7. Estas serão sempre as respostas cristãs em qualquer tempo e, consequentemente, também nossas respostas hoje. Diante da violência, corremos o risco de buscar soluções violentas. Diante do descartável, corremos o risco de considerar ultrapassados os compromissos definitivos, os valores que permanecem ou os sonhos duradouros. São tantas as transformações que sobre nós desaba o risco de já nem discernirmos com a necessária clareza entre o que realmente deve permanecer e o que pode ser deixado de lado.
8. A resposta é simples e nós a conhecemos: permanecem o amor a Deus e o amor ao próximo. Qualquer outra resposta que se feche a isso não pode ser aceita por ferir a dimensão mais profunda de todo ser humano, de cada ser humano. Este é o critério de discernimento para todos os cristãos. É igualmente o que os cristãos oferecem a este tempo que já não se sente confortável diante de critérios às vezes seculares, mas que ainda não sabe exatamente por quais caminhos seguir. O mundo de hoje é profundamente plural. Nem por isso, os cristãos deixarão de ser cristãos, relativizando os valores evangélicos. Ao contrário,os cristãos haverão de se empenhar para que, através do testemunho e do diálogo, manifestem a grandeza do amor a Deus e ao próximo como condições de paz e felicidade.
O amor a Deus
9. O amor a Deus – não me cansarei de repetir – é condição de paz e felicidade. A ele todos são convidados. Quem já o descobriu e acolheu é chamado a transmiti-lo por gestos e palavras. Não se trata, bem sabemos, de imposição, pois não se responde ao amor a não ser pelo livre acolhimento, um acolhimento que, por sua vez, só tem efetivo valor quando se deixa transformar e, na conversão, transborda para os demais, exalando o suave perfume de Deus agindo nos corações (cf. Os 14.6, Ef 5,2).
10. Deus não é o Deus do medo, da guerra, da violência, da vingança nem da ganância. Quem contempla Jesus Cristo só descobre em seus atos e suas palavras esta firme certeza: Deus é Amor e, por isso, amemo-nos uns aos outros (cf 1 Jo 4,16). Nesta dinâmica do amor, os cristãos não desejam privilégios. Não buscam ser melhores ou estar à frente de irmãos e irmãs que seguem outros credos ou não professam credo algum. Os cristãos, alicerçados no Evangelho, buscam um mundo onde haja espaço para todos, onde todos possam incessantemente dialogar. Os cristãos desejam um mundo onde o nome de Deus esteja ligado ao amor ao próximo, onde este amor ao próximo leve pessoas e grupos a respeitar a liberdade de crença e a busca do bem comum. Tristes foram todos os momentos da história humana em que o respeito às pessoas não foi considerado. Se lamentamos períodos de intolerância, é porque queremos dizer que nosso tempo não pode ser marcado por essa atitude que nos afasta de Deus e quebra a fraternidade.
11. Ao repetir que Deus é Amor, quero fazê-lo em atitude de convite. Convido os católicos do Rio de Janeiro a seguirem Jesus Cristo como o fez, por exemplo, S. Sebastião, padroeiro de nossa cidade e de nossa arquidiocese. De sua vida, sabemos que, mesmo após as flechas da maldade terem desejado conduzir-lhe à morte, S. Sebastião permaneceu firme na fé, anunciando o amor de Deus e o convite a experimentar este amor. Assim devemos ser todos nós, nesta cidade, onde Deus nos colocou: firmes diante das dificuldades e contínuos manifestadores do amor de Deus.
12. Convido os que buscam a paz, a felicidade e um sentido para a existência a encontrar tudo isso em Jesus Cristo, aquele que passou por esta vida fazendo o bem (cf At 10,38), aquele que, morto, ressuscitou, manifestando a vitória definitiva da vida. Estou consciente de que o caminho para Jesus Cristo passa indispensavelmente pelos que já O encontraram e O seguem. Sei também que nem sempre somos os melhores apresentadores do Senhor Jesus. Afinal, somos limitados e, também nós, por termos encontrado o Senhor, permanecemos em contínuo processo de conversão. O que peço aos que buscam a Deus é que, olhando para nós, reconheçam que somos sinais imperfeitos do Deus Perfeito e, conosco, venham fazer o mesmo percurso.
13. Não podemos nos esquecer de tantos que, acolhendo Jesus Cristo, transformaram-se e transformaram o mundo ao redor. São vidas que souberam responder aos desafios de seus tempos, fazendo-o sempre alicerçadas no amor a Deus e aos irmãos. Reitero nosso padroeiro S. Sebastião. Lembro-me dos Apóstolos, de quem, como bispo, sou sucessor: cada um com sua personalidade, sua história, mas todos com o mesmo amor por Jesus Cristo e a mesma missão de anunciar o Evangelho. Lembro-me de Francisco de Assis e Teresa de Calcutá. São muitos séculos de distância, mas um único amor a unir estes dois nomes que impressionam por seus testemunhos.
14. Lembro-me de S. Bernardo e daqueles que, seguindo a espiritualidade cisterciense, não se conformaram com o mundo à sua volta, mas o transformaram, transformando suas mentes e seus corações (cf. Rm 12,1). No caminho cisterciense, encontrei minha vocação e, na Igreja, existem tantos caminhos, existem caminhos para todos.
15. Recordo Sto. Antônio Maria Galvão, Sta. Paulina, a Beata Irmã Dulce e a querida Odetinha, serva de Deus nas terras do Rio de Janeiro. Exulto de alegria por participarmos das canonizações dos papas João XIII e João Paulo II. Não deixo de me impressionar por poder ver nos altares, como sinal de presença no céu, vidas que me foram contemporâneas. Lembro-me do Papa João Paulo II beijando nosso solo e visitando nossas cidades. Nós convivemos com santos. Nós também podemos ser santos. Nós precisamos ser santos.
16. Estou consciente de que é sempre muito difícil citar nomes, sem deixar de lado alguém. Por isso, convido a que se complete esta pequena lista com muitos outros nomes, lembrando igualmente de quem, não estando oficialmente nos altares, viveu em santidade, isto é, no amor a Deus e ao próximo (cf Apoc 7,9). Nos santos e santas, Deus manifesta seu amor para conosco, estimulando-nos a seguir seus exemplos. Com eles, quero destacar a Virgem Maria, mãe de Deus, mãe da Igreja, mãe de toda a humanidade e nossa mãe. Maria, Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil, Senhora de Nazaré, de Belém, das Dores, da Piedade, do Cenáculo e da glória do céu. Maria, Senhora da Anunciação e do acolhimento à Palavra de Deus. Maria, Senhora da Visitação e da solidariedade em consequência da Palavra de Deus. Como este mundo seria diferente se, com Maria e como Maria, vivêssemos o mandamento do amor a Deus e ao próximo!
17. Sei que nem todas as pessoas são cristãs, que nem todos os cristãos são católicos. No ideal da unidade, ideal que aprendi de Jesus Cristo e coloquei como lema para minha vida (cf Jo 17,21), desejo que estejamos cada vez mais unidos, na certeza de que temos mais razões para nos unir do que para nos separar. Esforcemo-nos por valorizar todas as situações que a vida nos apresentar, vendo-as como convites a nos unirmos, a estarmos juntos, a fazermos juntos o que será para o benefício de todos, especialmente, como tanto tenho aqui repetido, pelos que sofrem.
O Ano da Caridade
18. Em Jesus e com Jesus, aprendi que não se vive a Fé se não for através da Oração e na prática da Caridade. Por isso, muito me alegrei e imediatamente aprovei a indicação da assembléia arquidiocesana para o atual Plano de Pastoral no sentido de que 2014 fosse vivido como Ano da Caridade. Tenho consciência de que, para a Caridade, não existe um período especial. Ao contrário, todos os instantes são tempos para a Caridade. Se, no entanto, nosso Plano de Pastoral, após grande consulta aos católicos cariocas, assim determinou, é necessário que assimilemos bem o que isso significa. É preciso compreender que, em meio às transformações e incertezas a que antes me referi, corremos o risco de nos fechar em nós mesmos, deixando de olhar para o lado, para quem, muitas vezes ao alcance da mão, está sofrendo, precisando de nós.
19. Até a solenidade do Cristo Rei, todos os católicos cariocas, a começar por mim, vamos nos empenhar não apenas por viver a caridade. Vamos dar todas as nossas forças para vivê-la ainda mais, no desejo de que nosso testemunho envolva outras pessoas e contagie nossa cidade que, além das maravilhas naturais, poderá ser maravilhosa porque sabe viver a caridade. De acordo com a agenda arquidiocesana, alguns eventos especiais acontecerão. Contudo, ninguém deve esperar eventos especiais para colocar em prática o Ano da Caridade. Este tempo tão bonito deve estar enraizado nos nossos corações, na nossa mente e em todo o nosso ser. Deve começar nos pequenos atos, na família, no trabalho, na comunidade. Deve se manifestar na compreensão, na acolhida, na escolha das palavras, com destaque para “por favor”, “desculpe” e “obrigado”. Deve motivar o perdão e a reconciliação, especialmente nas famílias. Deve nos empurrar dos comodismos e nos levar em busca de quem já deveríamos ter buscado, mas nos deixamos sufocar pela omissão. Este é o primeiro passo do Ano da Caridade. Nada nos impede de vivê-lo.
20. O Ano da Caridade é também um tempo para revermos nosso tempo e nos dedicarmos a atividades em favor do próximo sofredor. Inúmeras são as obras sociais existentes em nossa cidade. Algumas são diretamente ligadas à Igreja Católica. Este tempo especial dedicado à Caridade nos convida à união, ao entrosamento e à partilha de experiências. Convida a que cada grupo ou instituição se volte ainda mais para os sofredores, ajudando-se mutuamente a ajudar a quem necessita. Convida os acomodados a se desinstalarem e se unirem a quem, de coração sincero, se esforça por minimizar um pouco da dor alheia. Não vai ser difícil encontrar um grupo assim. Não vai ser difícil criar um grupo assim.
21. Em terceiro lugar, o Ano da Caridade é um tempo para avaliarmos também nosso compromisso social. É um tempo para pensar o quanto temos feito para que as instituições democráticas sejam cada vez mais efetivamente democráticas, a serviço do bem comum, voltadas para os mais necessitados. Nosso Plano de Pastoral apresenta algumas indicações [1]. Recorda, por exemplo, as leis de iniciativa popular, o empenho pela regulamentação e aplicação de leis já aprovadas, a participação em conselhos comunitários ou outros organismos destinados ao bem comum. Lembra, por fim, a importância de uma atitude claramente democrática, alicerçada nos critérios de amor a Deus e ao próximo, no mundo da política, seja quando alguém se apresenta para ser votado, seja quando todos nós, por dever de consciência, escolhemos, pelo voto, alguém para nos representar.
22. O Ano da Caridade é também um tempo para fortalecermos a busca pela democracia. É um tempo para colaborarmos a fim de que as instituições democráticas sejam efetivamente capazes de realizar os anseios de justiça e bem comum. Sei que, algumas vezes, diante da dificuldade das instâncias democráticas regulares cumprirem plenamente sua missão, corremos o risco de querer buscar soluções imediatas. Preocupo-me, no entando, com alguns caminhos escolhidos para expressar as inquietudes. Estou certo de que não se resolvem injustiças sociais com violência, venha ela de onde vier.
23. Não será difícil viver o Ano da Caridade e fazer dele um motivador para todos os instantes de nossas vidas pessoais e comunitárias. Muitas são as dores ao nosso lado [2]. Maior ainda é a graça de Deus a nos ajudar. Grande deve ser a nossa união e contínua deve ser a nossa atenção. De vários lugares do Rio de Janeiro, é possível ver o Redentor do Corcovado. Também é possível perceber que o Redentor olha para nós, olha por nós. Mesmo quem se encontra em local de onde não se vê o Corcovado, sabe que sempre pode elevar o coração a Cristo e por Ele ser acolhido. É com esta certeza que viveremos o Ano da Caridade.
A Jornada Mundial da Juventude
24. Se alguém duvida que sonhos, com a graça de Deus e a união de todos, podem se tornar realidade, eu convido a recordar a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, ano passado. Não tínhamos experiência em preparar Jornadas, nossa cidade ainda não se encontrava plenamente apta para receber um grande evento, as comunidades paroquiais, os movimentos e as outras associações católicas estavam envolvidas em seus trabalhos cotidianos. Já bem próximo da realização da Jornada, diversas mudanças em pouco tempo indicavam que os resultados poderiam não ser tão positivos como desejado.
25. Confiantes na graça de Deus, na graça do Deus que tem seus caminhos, e unidos na oração e no serviço, levamos à frente a realização da Jornada. E exatamente aí, quando nos unimos e nos deixamos conduzir pela graça de Deus, aconteceu uma Jornada que falou aos jovens e aos não jovens, aos cariocas, aos brasileiros e aos demais povos, uma jornada que rezou, celebrou, cantou, conviveu, comemorou e, nos legados social e ecológico, mostrou que a Fé sempre deixa raízes para um mundo transformado. Não deixemos, portanto, que os frutos da JMJ Rio 2013 pereçam com o tempo. A Jornada não semeou na superfície da terra. Suas sementes foram plantadas no fundo de nossos corações. As fortes experiências vividas naquela semana, tendo à frente o querido Papa Francisco, nos deixaram um legado, mas também uma responsabilidade. Há muito por fazer e a Jornada mostrou que somos capazes de levar adiante esta missão.
26. Agradeço, como já o fiz em outros momentos, a todos que, dos mais variados modos, contribuíram para que a Jornada acontecesse. Agradeço pelos sorrisos, o suor, as lágrimas, a capacidade de recomeçar, o empenho por compreender quem pensa diferente, a ajuda material e principalmente as orações. Não cito nomes porque, diante de Deus, todos os serviços são iguais.
27. Desejo que Cracóvia, cidade escolhida para a Jornada de 2016, seja tão ou mais abençoada que nós cariocas o fomos ao preparar e executar a Jornada do Rio. Desejo que as Jornadas, nascidas do coração missionário do Papa João Paulo II, se tornem sempre mais uma solidificada riqueza para toda a Igreja.
Ai de mim se eu não evangelizar! (1 Cor 9,16)
28. O mundo efetivamente se transforma a cada dia. Não muda, porém, a responsabilidade de cada batizado para fazer de sua vida um contínuo anúncio do Evangelho. Tenho vivas as palavras do Santo Padre Francisco, em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudim: “A missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso pôr de lado; não é um apêndice ou um momento entre tantos outros da minha vida. É algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir. Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo” [3].
29. Evangelizar é a resposta que os cristãos, ao longo dos séculos, têm dado a quaisquer situações novas. Maiores os problemas, maior deve ser a missão, uma missão que começa no testemunho, mas que se ratifica no claro falar de Jesus Cristo, na dedicação de um tempo à vida e ao serviço em comunidade e na participação ativa nas obras de caridade. Evangelizar é um convite que o Senhor Jesus faz a todos os batizados. Para isso, é preciso que nos deixemos envolver por Ele, renovando nosso encontro pessoal com Ele [4]. Busquemo-lo, porque Ele nos busca, Ele nos deseja.
30. Infelizmente, para algumas pessoas de nosso tempo, Jesus Cristo pouco significa. A luz que brilhou em meio às trevas (cf Is 9,1-2) parece que se tornou ofuscada (cf Lc 8,16) e seu anúncio precisa ser reavivado. A Conferência de Aparecida, da qual fui membro eleito por meus irmãos bispos do Brasil, nos recorda que este é um tempo para “recomeçar a partir de Jesus Cristo, a partir da contemplação de quem nos revelou em seu mistério a plenitude do cumprimento da vocação humana e de seu sentido” [5]. É um tempo para contemplar e recontemplar Jesus Cristo. É um tempo para ajudar os outros a fazerem o mesmo. Esta é a conversão pastoral a que todos somos chamados: passar de uma pastoral que se restringe a fazer o que sempre fez, atuando apenas com as mesmas pessoas, para uma “pastoral decididamente missionária” [6], uma pastoral que, no dizer do Santo Padre Francisco, coloca a Igreja em firme atitude de saída “da própria comodidade” para “alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” [7]. Convido, portanto, todos os católicos a se esforçarem “por atuar os meios necessários para avançar no caminho duma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento não nos serve uma simples administração. Constituamo-nos em estado permanente de missão” [8].
31. A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro está para completar 450 anos. Em sua história, a Fé cristã sempre se fez presente. Já na fundação da cidade, através do mártir S. Sebastião, a vida da cidade e a Fé em Jesus Cristo se interligaram. Dez anos após a fundação da cidade, já era criada a prelazia do Rio de Janeiro, tornando-se diocese em 1676 e arquidiocese, em 1892. Estes marcos históricos apontam para uma fecunda vida de Fé, vida que, ao aqui chegar, me alegrei por encontrar. São muitas paróquias, com suas capelas e comunidades. Diversos são os movimentos, as entidades e outras formas de associação para viver e praticar a Fé. São corações generosos, que se doam à Evangelização, esquecendo-se do cansaço e apagando a lembrança de possíveis aborrecimentos.
32. Alegro-me, por exemplo, ao contemplar as igrejas históricas de nossa cidade. Vejo, além da beleza arquitetônica, vidas que se dedicaram àquelas construções, no desejo de que a Fé se solidificasse nesta cidade e tantos outros pudessem ter a alegria de um local para a oração. Alegro-me também quando encontro uma pequena capela ou uma comunidade que, para se reunir, necessita improvisar o local. São caminhos diferentes para viver a mesma Fé. As igrejas históricas de nossa cidade nos mostram o que os antepassados fizeram, mas também nos apontam o quanto precisamos fazer hoje. As pequenas capelas e os locais improvisados indicam que estamos fazendo nossa parte.
33. Vejo surgir, a cada dia, novas formas de organização em vista da ação evangelizadora. Alegro-me por ver a criatividade pastoral, o incansável espírito missionário, o desejo de abrir novas frentes, a sensibilidade, enfim, para as situações geográficas ou existenciais a que a ação evangelizadora ainda não chegou adequadamente. Bendigo a Deus pelo empenho dos padres, diáconos e leigos em suscitar novas comunidades, construir capelas, animar os círculos bíblicos e os demais pequenos grupos de oração e reflexão em torno da Palavra de Deus. Tanto se faz, que só mesmo o olhar carinhoso do Senhor para abranger tamanha dedicação.
34. Enquanto escrevo esta carta, não cesso de ouvir as notícias de tantas situações de sofrimento que desafiam nosso amor por Jesus Cristo. Entristeço-me, por exemplo, com a situação dos encarcerados, que, em lugar de recuperação, recebem, na maioria das vezes, tratamento indigno até para as pedras que rolam soltas em nossas ruas. Angustio-me ao ver crescer a condição de refugiado, num mundo que Deus criou para ser pátria de todos. Não entendo, senão a partir do pecado, a atitude de pessoas que intentam lucrar com a vida alheia, traficando seres humanos, vivendo às custas do trabalho escravo e de outras situações degradantes. Não aceito como pensamento evoluído qualquer ameaça à vida. Negar, rejeitar e mesmo destruir a vida é mais que involução. É pecado grave, que cumpre denunciar e clamar à conversão.
35. Estou consciente de que estes novos tempos afetaram muito diretamente a compreensão de família e que nem sempre encontraremos o perfil familiar ao qual estamos acostumados. Uno-me ao Santo Padre Francisco, em sua convocação a um Sínodo exatamente sobre a Família e algumas questões correlatas. Reconheço que, em meio às transformações de nosso tempo, não podemos abdicar da família como condição de humanização e escola para a descoberta, o aprendizado e o testemunho do amor de Deus. Agradeço pela família em que nasci. Agradeço por todas as famílias, que, envoltas em tantos desafios, não desanimam da união. Rezo e busco a cada dia caminhos evangelizadores para fortalecer as famílias e acolher as que se encontram em situação de sofrimento.
O cardinalato
36. No início deste ano, fui escolhido pelo Papa Francisco para o cardinalato. O fato de saber da notícia durante a trezena de S. Sebastião me ajudou a perceber o sentido de mais esta missão em minha vida. Eu estava no percurso de um local para outro, levando a imagem missionária de nosso padroeiro, visitando comunidades, sendo carinhosamente recebido, contemplando sorrisos e, quando necessário e possível, partilhando lágrimas que guardei dentro de mim.
37. A chegada da notícia naquele momento me marcou, pois, se eu sempre tive a certeza de que tudo na Igreja deve ser vivido como serviço, confirmou-se em mim que o cardinalato, ao contrário do que às vezes se pensa, não é uma honraria, ao estilo de promoções humanas. É uma missão, é um impulso a que eu continue peregrinando pelas ruas de nossa cidade, levando o amor de Deus. Terei sempre comigo as palavras que o Santo Padre dirigiu aos cardeais por ele escolhidos e, assim, recebo “esta designação com um coração simples e humilde” [9].
38. Interessante observar que, em sua origem, a palavra cardeal tem algo a me inspirar. Este termo se refere a certo tipo de dobradiças. São aqueles pequenos instrumentos, que, sem ofuscar a beleza e a solidez da porta, permitem que a mesma cumpra sua função. As dobradiças sustentam as portas e, pelas portas, passam pessoas. Quero, pois, com meu cardinalato, sempre fortalecido pelo Espírito Santo, ajudar a Igreja a permanecer firme em sua missão. Que pela porta da Igreja passem pessoas, povos e culturas ao encontro do Cristo Senhor. E que, esta porta nunca seja um caminho de volta, uma passagem que afasta de Jesus Cristo, Verbo de Deus feito homem para a nossa salvação.
39. Desde de criança, aprendi a pedir orações. Com o Papa Francisco, durante a Jornada, repeti interiormente a mesma solicitação que ele fazia a quem com ele falava. “Reze por mim”, repetiu incansavelmente o Santo Padre. Nós rezamos e rezaremos por ele. Não há dúvida. Mas, tomo a liberdade de me unir ao Santo Padre neste pedido: não se esqueçam de rezar também por mim. Se grande é a missão, menor é o servo e maior a urgência da oração.
O convite:
40. Agradeço pela acolhida a esta minha Carta Pastoral. Nela procurei colocar um pouco do que meu coração de pastor tem guardado desde que fui carinhosamente recebido no Rio de Janeiro.
41. Completo com um convite já tão manifestado. Aos católicos, convido a viver, a testemunharem sua fé. Aos irmãos em Cristo Jesus, convido à crescente unidade na oração, no convívio e no serviço à justiça e ao bem comum. A todos, enfim, convido a buscarmos sempre mais a união em torno do bem e da paz. Ofereço meu sincero desejo e minhas forças para que, em meio às diferenças, sejamos capazes de sempre nos unir. E que Deus a todos continue abençoando.
Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2014.
† Orani João Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro
____________________________________________________________________________ NOTAS: [1] Arquidiocese de S. Sebastião do Rio de Janeiro, 11º PPC, nn 133-135.
[3] Papa Francisco, Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, 273
[4][4][4] Papa Francisco, Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, 3
[5] Documento de Aparecida, 41
[6] Documento de Aparecida, 370
[7] Papa Francisco, Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, 20
[8] Papa Francisco, Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, 25
[9] Papa Francisco, Carta aos Cardeais eleitos, 12 de janeiro de 2014 * A Carta Pastoral foi entregue durante a missa de acolhida ao arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, no dia 25 de fevereiro, na Catedral.
Fonte:
2 de abr. de 2014
NOTA DE FALECIMENTO
INFORMAMOS A TODOS DA COMUNIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DE LUCAS, CAPELAS, PARÓQUIAS VIZINHAS E AMIGOS DO PE. SÉRGIO MARCOS QUE HOJE, DIA 2 DE ABRIL DE 2014, FALECEU O SR. ALOÍSIO, PAI DO PE. SÉRGIO, QUE VINHA A MUITO TEMPO SOFRENDO DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA.
AGRADECEMOS, DESDE JÁ, AS ORAÇÕES PELO DESCANSO ETERNO DO SR. ALOÍSIO E PARA QUE DEUS CONFORTE O CORAÇÃO DO PE. SÉRGIO MARCOS, SUA MÃE (DONA GUILHERMINA), IRMÃS E TODOS OS SEUS FAMILIARES.
O ENTERRO SERÁ NO CEMITÉRIO DE INHAÚMA, ÀS 16H DO DIA 2 DE ABRIL, NA CAPELA SANTA RITA DE CÁSSIA.
1 de abr. de 2014
PASTORAL DA SAÚDE SOLICITA:
Missa de Pascoa dos Enfermos
SOLICITAMOS AJUDA DOS PAROQUIANOS QUE POSSUEM CARRO E SE DISPONIBILIZAM A REALIZAR O TRANSPORTE DOS ENFERMOS PARA PARTICIPAR DESTA MISSA ESPECIAL NA MATRIZ.
ENTRAR EM CONTATO COM
Regina Campanhã (Pastoral da Saúde)
tel: 3137-1429 cel: 98853-4124
MISSA DIA 26 DE ABRIL (SÁBADO) ÀS 17H
29 de mar. de 2014
CONFISSÕES EM PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA
CONFISSÕES EM PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA
02/04 N.Senhora da Conceição e São Justino
03/04 Paróquia S Sebastião de Lucas
07/04 Senhor do Bonfim
08/04 Santo Antonio
09/04 S Rafael Arcanjo
10/04 Paróquia Jesus Ressuscitado
EM NOSSA COMUNIDADE, CONFISSÕES A PARTIR DAS 19:30h
02/04 N.Senhora da Conceição e São Justino
03/04 Paróquia S Sebastião de Lucas
07/04 Senhor do Bonfim
08/04 Santo Antonio
09/04 S Rafael Arcanjo
10/04 Paróquia Jesus Ressuscitado
EM NOSSA COMUNIDADE, CONFISSÕES A PARTIR DAS 19:30h
23 de mar. de 2014
EXPOSIÇÃO DE RÉPLICAS: BRASIL DE PORTINARI em nossa comunidade
A mostra "O Brasil de Portinari" propõe a
apresentação de uma série de réplicas, como forma de promover ações que
integrem educação e cultura na valorização da identidade brasileira. A entrada do
público é gratuita.
19 de mar. de 2014
Avisos semanais - 16 a 22 de março
Boa tarde meus irmãos e minhas irmãs !
Segue os nossos avisos da semana.
- Continuam abertas as nossas inscrições para :
* Batismo todo Domingo após a Missa das 9hs.
* Catequese, Crisma e Catequese especial após a Missa das 9hs.
* Coroinhas, procurar a Celeste Alves.
* O Pré- vestibular está precisando de professores voluntários, inclusive de Geografia e Língua Estrangeira.
- 19/03 (4ª feira) Missa São José, as 20 hs. Rua Otranto 261 Capela São José Operário.
- 21/03 (6ª feira) Via Sacra no Setor Domingos, Bom Pastor e Nossa Senhora da Conceição. Local: Rua Dante, 86.
- A Pastoral da Sobriedade convida para palestra " Quem bate em mulher machuca a família inteira" dia 26/03 às 19:30.
- Via Sacra sobre as dores de Nossa Senhora, todo sábado às 18hs, local: Praça XII .
- Romaria Arquidiocesana para Aparecida do Norte. Informações com Claudia, Eremita e Jurema.
- Inscrições para aula de violão. Todos Domingos após a Missa das 09 hs com a Fernanda.
Que Deus abençoe e que tenham todos uma ótima semana.
Segue os nossos avisos da semana.
- Continuam abertas as nossas inscrições para :
* Batismo todo Domingo após a Missa das 9hs.
* Catequese, Crisma e Catequese especial após a Missa das 9hs.
* Coroinhas, procurar a Celeste Alves.
* O Pré- vestibular está precisando de professores voluntários, inclusive de Geografia e Língua Estrangeira.
- 19/03 (4ª feira) Missa São José, as 20 hs. Rua Otranto 261 Capela São José Operário.
- 21/03 (6ª feira) Via Sacra no Setor Domingos, Bom Pastor e Nossa Senhora da Conceição. Local: Rua Dante, 86.
- A Pastoral da Sobriedade convida para palestra " Quem bate em mulher machuca a família inteira" dia 26/03 às 19:30.
- Via Sacra sobre as dores de Nossa Senhora, todo sábado às 18hs, local: Praça XII .
- Romaria Arquidiocesana para Aparecida do Norte. Informações com Claudia, Eremita e Jurema.
- Inscrições para aula de violão. Todos Domingos após a Missa das 09 hs com a Fernanda.
Que Deus abençoe e que tenham todos uma ótima semana.
INTENÇÃO DO MÊS - MARÇO 2014 - APOSTOLADO DA ORAÇÃO
INTENÇÃO DO MÊS - MARÇO 2014
UNIVERSALRespeito pela dignidade da mulher
Em muitas partes do mundo, a dignidade da mulher não é respeitada. E em determinadas regiões e nações a discriminação da mulher é de tal modo gritante que ficamos chocados com o facto de ainda existirem no nosso mundo tais situações. Estou a pensar na Índia, na China, no Irão, no Afeganistão e noutros países onde a dignidade da mulher é espezinhada. Refiro-me, por exemplo, a casamentos prematuros e sem consentimento das raparigas (que, em muitos casos, são ainda crianças), à proibição de estudar, de conduzir, etc.
Também no chamado primeiro mundo, pretensamente civilizado, existem formas de desrespeito em relação à mulher, mais sofisticadas, mas não menos atentatórias dos direitos da mulher: diferença de salário entre homens e mulheres que fazem o mesmo trabalho, dificuldade em aceder a determinados lugares na política e na vida social em geral, entre outras.
Afirmou, há já cinquenta anos, o Concílio Vaticano II: «(...) deve superar-se e eliminar-se qualquer forma social ou cultural de discriminação quanto aos direitos fundamentais da pessoa, ainda não respeitados em muitas partes» (GS 29).
Torna-se, portanto, necessária uma mudança de mentalidade, por parte da sociedade em geral, para que a mulher ocupe o lugar a que tem direito, seja em que campo for.
É da responsabilidade de todos que se vá tornando verdade aquilo que o já citado Concílio Vaticano II augurava, na Mensagem final, em relação à mulher: «Vem a hora, chegou a hora, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire no mundo influência e alcança um poder jamais alcançado até agora. Por isso, neste momento em que a humanidade conhece tão grande mudança, as mulheres (...) tanto podem ajudar para que a humanidade não decaia».
Unamos a nossa oração à do Santo Padre, que já declarou que, também na Igreja, a mulher ainda não desempenha o papel que devia desempenhar, e todos trabalhemos por uma igualdade completa entre homens e mulheres, como filhos de um Deus que é Pai e Mãe.
PELA EVANGELIZAÇÃO
Que os jovens respondam ao chamamento do Senhor
Todos os cristãos são chamados à santidade, chamamento que decorre do baptismo. O chamamento do Senhor é universal, mas as respostas são variadas, de acordo com a vocação que Ele deu a cada um. Esta resposta pode ser a constituição de uma família pelo matrimónio; uma vida de solteiro, de dedicação e serviço ao próximo, e a vida religiosa, à qual se refere mais directamente a Intenção pela Evangelização deste mês.
Em todas estas respostas, a iniciativa é sempre de Deus que nos mostra o caminho que devemos trilhar. Pertence-nos a nós tomar esse caminho e seguir por ele para onde o
Senhor nos levar. Foi isso que aconteceu com os apóstolos: Jesus chamou-os de entre os muitos que O seguiam e hoje continua e continuará sempre a chamar aqueles que Ele quer.
A vida religiosa é, como já dissemos, uma forma particular de responder ao chamamento à santidade. O motivo principal da eleição daqueles que o Senhor chama é necessariamente a dedicação total ao serviço de Deus no próximo, por meio do anúncio do Evangelho.
Mas a resposta daqueles que o Senhor chama nem sempre é positiva, como aconteceu com o jovem de que nos fala o Evangelho (cf. Mt 19, 16-21). Daqui a necessidade da oração para que nunca faltem na Igreja homens e mulheres que dediquem as suas vidas ao serviço dos outros.
Unimo-nos, portanto, ao Santo Padre e rezamos para que sejam muitos aqueles que escutam a voz do Senhor que os convida. Rezemos também para que os jovens encontrem a ajuda e o conselho de alguém que os oriente pelo caminho que Deus escolheu para eles. Rezemos ainda pela renovação da vida religiosa no nosso tempo, já que esta renovação será um apelo silencioso, mas importante, para que muitos queiram enveredar pelo caminho que outros já empreenderam e nos quais descobrem a dedicação total aos outros por meio do anúncio do Evangelho que é feito, antes de mais, pela sua vida.
António Coelho, s.j
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